terça-feira, 16 de agosto de 2011

Tão além..

                      Tão além..

É fascinante. Três minutos. Três ínfimos minutos e instantes depois cinco mil almas pisaram aqui. O poder que a propaganda tem ao fazer os olhos enxergarem a direção apontada, ao fazer milhares de pessoas trilharem certo caminho, é fascinante.

Sou apaixonado pela propaganda. Induzir pessoas, mexer com suas vontades, pirraçar os seus desejos, manipular impulsos. Ver as engrenagens da comunicação agindo é como ver uma pedra cair num lago, as ondas se propagando, aquela energia se expandindo, fazendo movimentar partículas cada vez mais distantes.

Criou-se a curiosidade, "Quem é o Gabriel Ferrari?". E logo depois uma enxurrada de gente veio descobrir essa resposta.

E ficaram sabendo como eu trabalho, como escrevo e como penso. Leram sobre minhas viagens. Riram com os acidentes engraçados. Correram também do velhinho das baratas. Ficaram curiosos com a coragem dos casais. E se surpreenderam ao descobrir que um garoto de programa pode ter mais do que somente o Tico e Teco funcionando na cabeça.

Muita gente quer saber o que acontece nas horas sem pudor. Porque uma mulher casada sente desejo por outro. Como um homem casado tem fetiches com outro homem. Porque os casais sentem prazer ao dividirem suas intimidades com uma terceira pessoa.

É fetiche do ser humano querer quebrar as regras. Brincar com o proibido. Viver aventuras. Sentir a adrenalina correndo pelo corpo ao estar realizando uma fantasia. Matando uma vontade. Relaxando e gozando, literalmente.

E é o que me descobri fazendo. Quatro meses atrás comecei a contar como e porque tudo isso acontece. De um jeito solto e bem humorado, tento passar para as pessoas que tudo isso pode ser normal, possível. Você pode realizar sua fantasia! Você pode gozar como quiser!

Meu trabalho de acompanhante me faz enxergar tanta coisa. Estou lidando com uma pessoa e seus desejos ali. É puro instinto. Você não enxerga máscaras sociais ou barreiras comportamentais, você enxerga o ser humano como ele realmente é. De um modo visceral.

Eu costumo dizer que entro na vida das pessoas pela porta dos fundos. Abrir sua intimidade para alguém é como dar um passe livre para conhecer o seu eu interior. E eu vou como um observador, sem julgar, sem punir, sem desencorajar. Não porque tenho receios de mudar o que encontro, mas porque todo mundo deve ser livre para fazer aquilo que quer, e pensar aquilo que quiser.

Afinal, não estão fazendo mal algum ao buscarem prazer e companhia de um garoto ou garota de programa. Nem eu, com o meu trabalho, onde busco fazer com que as pessoas se sintam melhores. Satisfação gera felicidade. Logo sou quase um duende do Papai Noel, rsrs..

Acho que cada vez mais as pessoas deviam deixar de lado velhos tabus e preconceitos. Deixar de pensarem que profissionais do sexo são uma sub-classe. Nós não fazemos mal a ninguém, pelo contrário, espalhamos o bem, seja ele qual for. Momentâneo ou não. Sexo também gera felicidade.

Continuem lendo. Conhecendo e aprendendo. Que eu continuarei aqui, vendo e contando. Prazer, sou o Gabriel Ferrari.

...

Depois das devidas apresentações, vocês queridos leitores sintam-se em casa. O blog já tem quatro meses no ar e muitos textos interessantes espalhados nele.

No cabeçalho, naquela parte de cima ali, vocês vão encontrar um "Mural" onde coloco alguns dos inúmeros emails que me mandam, para que saibam também como as pessoas reagem a tudo isso, e as mais incríveis histórias de cada um.

Tem a parte das "Fotos" também, com algumas das fotos que uso para divulgação.

Colocarei ali em "Sobre o blog" uma breve descrição de como este espaço funciona e o que passa por ele.

Em "Endereços" vou tentar colocar os principais motéis de Salvador. É incrível, mais muita gente que mora aqui, e uma grande maioria de fora, não sabe como chegar nesses lugares, ou nunca foi. Então vou tentar ajudar.

E outra página interessante é "Sobre o Trabalho". Lá você vai saber um pouco como funciona o meu atendimento, como trabalho. Já viram que gosto de facilitar as coisas né.

E para quem tá chegando agora, ou não sabe como mexer muito num blog, para encontrar os textos mais antigos, é só dar uma olhada na lateral direita do blog onde tem "Arquivo do blog". Ali os textos estão separados por meses, é só futucar ali que vai achar todos eles.

Um grande abraço a todos, novos e antigos visitantes. É um prazer conversar com vocês. Agora deixa eu ir que o dever me chama.



Link da entrevista no Rede Bahia Revista (14/08/11):


Gabriel Ferrari.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A gente se vê por aqui..



A gente se vê por aqui..

Boa noite, queridos observadores da diversidade humana. Tenho uma notícia interessante para vocês. Lembram daquela reportagem que eu falei da Tv Bahia?

Pois é, ela será exibida agora neste domingo, dia 14/08, no canal 11, Rede Globo/Tv Bahia, no programa Rede Bahia Revista, que passa aos domingos depois do Fantástico.

A reportagem é sobre acompanhantes de luxo. As formas de atuação desse serviço, como os profissionais trabalham, sua rotina, o que pensam sobre os clientes, dinheiro, futuro. E os meios de divulgação que encontram para oferecer um bom diferencial.

Vocês vão conhecer um pouco mais sobre algumas dessas pessoas que levam uma vida normal, mas trabalham de forma diferente, num trabalho alternativo.

E eu também vou dar o ar da graça. Vou conversar um pouquinho com a câmera, mostrar essa minha idéia de escrever num blog, e contar um pouco sobre o Gabriel.

Amanhã pela manhã estarei indo fazer novas fotos para o site, finalmente. Temos que correr, porque se tudo der certo, as fotos entram no ar até a segunda-feira, aproveitando o gancho da matéria.

Ai vocês vão poder usar e abusar da carroceria deste calhambeque em novas fotos.

Um grande abraço..

Gabriel Ferrari. (É nóis na Globo..)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Made in Paraguai..

 Made in Paraguai..

Sim, eu tenho um certo problema com horários. Desde que me entendo por gente que brigo com os ponteiros. Era na escola, trabalho, festas, encontros, sempre as horas encontravam um jeito de me dar uma rasteira.

No sábado eu tinha que pegar um vôo para Goiânia. Um cliente de lá me reservou para o fim de semana. Eu ia passar o sábado e o domingo lá. Eu também faço esse tipo de atendimento. Se o cliente quiser eu vou atendê-lo na sua cidade. Claro que nesse caso o cachê é bem salgado, mas quando a vontade é grande, vale à pena fazer um esforcinho, não é..

Mas como sempre, acabei chegando ao aeroporto em cima da hora, e perdi o vôo. Tive que remarcar e pagar uma pequena taxa, coisa básica. Meia hora depois estava embarcando pra São Paulo. Ia fazer uma escala em Guarulhos, esperar 4 adoráveis horas até pegar outro vôo para Goiânia. Foi o único jeito.

Comecei a escrever esse texto no hall de embarque do aeroporto de Guarulhos. Quem passasse por lá naquelas quatro horas ia me ver digitando freneticamente num Ipad, e comendo salgadinhos de aeroporto. Teve uma hora que passou por mim o cantor Daniel. Baixinho e com um bonezinho discreto, acreditem, o cara viaja de avião sozinho. Nada de estrelismos, seguranças, nada. Bacana.

Cheguei em Goiânia as sete horas da noite, passei doze horas entre vôos e aeroportos, que vidinha corrida. Mas essas são coisas que faço com prazer. Dificilmente eu teria motivos pra visitar tantos lugares diferentes na vida. Eu gosto disso tudo, viajar e conhecer novas cidades. Trabalhando então, perfeito.

Goiânia pareceu ser uma cidade bem tranqüila. Pouca gente na rua, tudo muito limpo, espaçoso, aquela cidade ainda tem muito que crescer. Diferente de Salvador, abarrotada de coisas pra todo lado, uma metrópole saturada pronta para explodir a qualquer momento. O trânsito em Salvador é quase um fake do congestionamento de São Paulo. Falta pouco para sermos irmãos gêmeos em lentidão. Se um pneu estoura na Paralela pode ter certeza que a Avenida Bonôco também vai parar.

Uma coisa interessante nesse trabalho, é que você lida diretamente com seus clientes. Você se conecta àquela pessoa, nem que seja por alguns instantes, e então você passa a conhecer as necessidades de cada um. E nem sempre é só sexo. Às vezes uma boa conversa, encanta mais do que uma simples foda.

Algumas pessoas são mais fechadas, outras te contam a vida inteira. Vão falar dos filhos, da família, trabalho. Vão revelar seus medos e anseios. Seus desejos mais profundos. E eles querem que você os ajude. Que os escute, que tenha sensibilidade para entender do que precisam. Porque nem todo mundo vai querer só um sexo gostosinho. Alguns vão querer uma companhia que os faça sentir bem.

E eu sempre me surpreendo com algumas pessoas que encontro. São mundos e vidas inteiramente diferentes da minha. E é incrível como podem existir pessoas boas nesse mundo. Acabo descobrindo que o pouco que posso dividir com elas, pode se tornar muito em seus corações.

Fiquei num hotel próximo ao Shopping Flamboyant, num bairro de dar inveja. Por mais que tenha sido cansativo a ida, a viagem foi muito "prazerosa" no fim das contas. Voltei no domingo, no fim da tarde.

Fiz uma ótima viagem, assim como foram as outras. É sempre bom espalhar o tempero baiano pelo Brasil a fora.

...

Agora vamos falar sobre os clones. Calma, não é sobre aquela novela da tarde que está reprisando. Vou lhes contar sobre as experiências genéticas descaradas que estão fazendo comigo, o Gabriel Ferrari.

Um mês atrás, mais ou menos, fui avisado de que um garoto de programa estava usando minhas fotos num site em Florianópolis. A cara de pau maior era que ele usava minhas fotos e meu nome. É brincadeira!

Mandei um email desaforado para o tal site e minutos depois eles retiraram as fotos do safado do ar.



Na quinta-feira agora me ligaram de Belo Horizonte, e novamente me informaram que uma pessoa estava usando algumas de minhas fotos num site de acompanhantes de lá. Dessa vez o nome não era o meu, e sim um tal de "Diego Ribas", mas algumas fotos minhas estavam mescladas com as dele.

Novamente enviei um email reclamão para o site, e uma mensagem puxão de orelha para o tal moleque. Ele se desculpou, dizendo que foi um erro do site. Conta outra. E o site, até agora não retirou as fotos.

Quem quiser dar uma olhada no meu fake, o link do site está aqui:
http://www.gpgbh.com.br/diegoribas



Umas cinco pessoas de Belo Horizonte me ligaram para avisar sobre o fato, obrigado a todos. Parece que tem gente que esquece que as coisas na internet são vistas por todo o mundo. Assim como um site aqui em Salvador é visto por pessoas de Belo Horizonte, um site de Belo Horizonte é visto por Salvador. E que obviamente, freqüentadores de ambos iriam reconhecer fotos e informações.

Só um burro tentaria usar fotos de outras pessoas do mesmo ramo para promover a si mesmo, sem que seja descoberto. É desonesto, é antiprofissional, "é uma puta falta de sacanagem".

Mas os burros sempre vão existir. E eu sendo conhecido ou não, estou sujeito a essas burrices alheias. O bom é que quanto mais conhecido, mas "informantes fieis" eu tenho, he he..

(Obrigado aos meus Sherlock Holmes. E só anuncio minhas fotos em um único site, o www.eliteboy.com.br, aqui de Salvador.)

Gabriel Ferrari, cada vez mais preguiçoso para postar..

domingo, 31 de julho de 2011

Parabéns pra você..


Parabéns pra você..

Muita gente fica na dúvida do que dar para um amigo no dia do seu aniversário. Eu mesmo nunca consigo me decidir num presente logo de primeira. Mas tem aquelas pessoas que acabam merecendo um presente especial, diferente. Assim tipo, um Gabriel Ferrari, rsrs..

Ontem me ligaram com um pedido diferente do habitual. Uma amiga querendo fazer uma surpresa para a outra. “É o aniversário dela, Gabriel, quero dar você de presente.” Claro, posso ir até com um laço vermelho amarrado no Juninho, pouco embrulho sabe, coisa prática. Adoro uma surpresa. Marcamos então a hora, o dia e o lugar. Ia ser um parabéns pra você e tanto.

Um fim de semana na praia pode ser um ótimo presente. Um carro, apartamento, também. Um lindo vestido, flores, um jantar, uma festa, presentes habituais, um tapinha nas costas, até mesmo uma simples lembrancinha de camelô, já tá valendo. E porque não uma noite com um garoto de programa não entraria nessa lista? Claro que sim, talvez seja o topo de muitas delas.

E eu me sinto honrado em ser a companhia de uma pessoa nesse dia tão especial da sua vida.

Entrei no quarto do motel, mas foi como se eu tivesse entrado numa casa. Um grande salão na entrada, com uma piscina, cadeiras de sol, e o próprio sol que entrava fraco pelo teto de correr. Pétalas e mais pétalas de rosas enfeitavam todo o chão do lugar dando um climinha todo especial.

Atravessei uma porta de vidro e encontrei outro salão. Este tinha um mini bar, um grande sofá circular com um espaço de dança no meio, e um globo de luz no alto. Numa sala ao lado tinha uma grande piscina de hidromassagem, e uma sauna. Aquele quarto de motel era um dos mais caros da cidade, aqueles onde amigos fazem festinhas, despedidas de solteiro, orgias, surubinhas, o que imaginar. Minha aniversariante me esperava sentada numa mesa, tímida e ansiosa.

Ela queria o presente, mas eu vi que ia custar um bocado pra ela abrir. Nem todo mundo consegue relaxar nessas horas. Encontrar com um desconhecido pode ser fácil pra algumas pessoas, mas pra outras leva um tempo até que se soltem, que confiem, e que dividam sua intimidade.

É natural encontrar pessoas assim, nervosas, envergonhadas, que às vezes não sabem o que fazer na sua frente. Ou por que nunca fizeram isso, ou por que ficam intimidadas quando você chega perto. Eu sempre tento quebrar o gelo, converso bastante nessas horas, gosto de deixar as pessoas confortáveis naquela situação. Pra que afinal possam curtir o que vieram procurar.

Então conversamos e bebemos durante um bom tempo. Rimos e contamos nossas histórias. Dividimos coisas, trocamos coisas. Dividimos.

Num certo momento eu fui seduzindo, falando manso, com aquele jeitinho safado que tenho. Fui chegando, chegando, e quando percebemos, estávamos na cama curtindo juntos a nossa festinha de aniversário.

É sempre um prazer imenso pra mim, poder ajudar as pessoas a curtirem um momento diferente. Seja uma noite de puro sexo, ou uma conversa num bar, escutar um desabafo, ser presenteado para alguém, acompanhar numa viagem. Eu gosto mesmo é que se sintam bem estando comigo, que se realizem, é isso que importa.

E esse é o diferencial de um bom acompanhante. Ele tem que saber ser uma companhia, e não só uma máquina de sexo, o que modéstia a parte também domino muito bem. Tem que saber escutar, porque na verdade todo mundo gosta de falar e ser escutado, mas nem todo mundo consegue falar pra pessoa certa.

E é assim que vou conhecendo pessoas maravilhosas, algumas interessantes, outras com seu jeitinho, cada qual com seu talento. Vou deixando que as pessoas se soltem e me mostrem quem são.

Bom, agora deixa eu me despedir. Estou escrevendo isso no aeroporto, embarco daqui a alguns minutinhos para Goiânia, vou atender um cliente lá. Gabriel também é "delivery". Mas eu volto.

Se tudo der certo, farei novas fotos essa semana para o eliteboy.

Um abraço para o Rafinha, adorei o texto, obrigado pelo carinho.

Gabriel Ferrari, 30/07.

domingo, 24 de julho de 2011

I told you..


I told you..

Jimmy Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin, Kurt Cobain e Amy.. Tenho medo de chegar aos 27.

O pulso ainda pulsa. Ainda estou por aqui. Nunca passei tanto tempo sem postar no blog. Mas estava tão preguiçoso e ocupado esses dias que não conseguia finalizar algumas coisas.

Eu preciso ficar longe de joguinhos malditos. Ganhei um Ipad outro dia (sim, eu fui um bom garoto), e nele encontrei uns joguinhos beeem bacaninhas, daqueles que sugam a gente do mundo, sugam nossa alma. Acho que ficamos um pouco burros quando viciamos nessas coisas. Aliás, não ficamos burros, ficamos é sem tempo pra ler e escrever, como eu fiquei. Malditos joguinhos nerds.

Algumas coisas interessantes aconteceram esses dias. Além dos meus atendimentos habituais, repletos de curiosidades e pessoas interessantes, veio a novidade de mais uma entrevista.

Pra quem não sabe semana passada fui entrevistado num programa televisivo. Ele chegou a reprisar umas duas vezes e numa dessas eu estava em casa assistindo escondidinho a entrevista, quando de repente escuto num dos quartos alguém mudando os canais, procurando o que assistir.

Dai que a bendita alma para justamente no canal em que estou sendo entrevistado. Rezo 15 Pai Nossos esperando que não me reconheçam. Eu estava de costas, com um capuz, invisível. Mas minha voz tava lá. Ainda bem que a alma lerda não percebeu nada e mudou de canal. Eu te disse, eu te disse, é difícil manter uma identidade secreta, Sr. Parker.

Então, essa semana o pessoal do Rede Bahia Revista procurou o nosso querido site de acompanhantes de luxo, o Elitegirl/Eliteboy/Eliteclub, para realizar uma matéria sobre este trabalho alternativo, como funciona o mundo dos Acompanhantes.

Mostraram um pouco do funcionamento do site, entrevistaram algumas garotas, uma T-girl, e a mim, Bielzinho da Bahia. Pude mostrar até o blog na entrevista, ler um trecho, e expor um pouquinho da minha barriguinha de choop nas fotos, brincadeira. Mas a matéria ficou show de bola, deve ser exibida daqui a duas semanas. É bom que cada vez mais seja quebrado o tabu envolvendo o trabalho especial que fazemos.

E eu juro solenemente tentar escrever regularmente aqui, sem longas pausas e sem mais delongas. Amanhã retorno, espero.

Ps.: Os comentários no blog não são publicados até que eu os leia e aceite, caso sejam pertinentes ao bom senso. Não perca tempo com comentários ofensivos, invejosos, e ameaças de morte, eles só servem pra me divertir, percebendo o quão são desocupados. E eles jamais serão publicados.

"I told you, i was trouble, you know that i'm no good.."

Gabriel Ferrari.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Gabriel


Gabriel

Ele parou em frente à porta antes de entrar. Pensou em desistir daquilo. Tinha de se afastar de vez desse lugar, não podia continuar indo ali, aquilo só o machucava mais e mais. Só que era mais forte do que ele. Não conseguia resistir, sentia a saudade o consumir no peito.

Olhou pela janelinha de vidro o interior do quarto. O homem ainda estava lá, deitado em seu leito. Com um lençol azul cobrindo o corpo e fios que o ligavam a soro e máquinas. Girou a maçaneta e abriu a porta. Lembrou de quando não precisava fazer isso.

Entrou lentamente, deixando a porta encostada. O quarto estava mergulhado no silêncio. Somente o som do aparelho dava vida ao lugar. Aquele “bipe” monótono já se tornava habitual depois de tantas visitas.

Procurou uma cadeira que estava próxima a cama. Sentou e passou a observar aquele homem deitado, adormecido. O homem tinha o rosto cansado, dormia, mas não estava bem. Era jovem o rapaz, não devia ter completado seus trinta anos. Mas estava morrendo, vítima de um câncer no intestino.

Descobriu a doença tarde demais. Os médicos ainda tentaram, passou por duas cirurgias, foi mutilado, definhou, teve esperança, mas não teve jeito. O tumor sempre voltava em outro lugar. Sua expressão enquanto dormia era de uma pessoa que tentava se agarrar de todas as formas a vida. Mas a vida o abandonava minuto a minuto.

Sentado ao lado da cama o homem de casaco escuro esperava. Esperava não pela recuperação do homem, aquele pobre já não tinha jeito. Esperava pelo que vinha depois. Quando o último suspiro abandonasse aquele corpo. Quando a luz viesse buscar a alma daquele pobre mortal.

Sabia que a hora estava chegando. Sentia a passagem se aproximar como quem sente um perfume de uma rosa. Rosa não, lembrava mais outra coisa, Jasmim, talvez.

Um bip mais alto que o de costume veio do aparelho ao lado da cama. Depois outro. E mais outro. Ia ser agora. O aparelho disparou uma metralhadora de sons, pequenas luzes se acenderam. O homem deitado se estrebuchou por um segundo. Inflou o peito duas vezes e na terceira parou. Soltou o ar que restava no corpo deixando a cabeça pender um pouco pro lado. Uma linha corria solitária no monitor do aparelho. Um bip só, contínuo. Um bip e nada mais.

Em dez segundos uma enfermeira entraria no quarto. Levantou-se da cadeira e postou-se ao lado da cama. Com a mão direita segurou uma das mãos do homem desfalecido e a esquerda pousou no peito sem vida, onde ficava o coração. Fechou os olhos.

O silêncio. O tempo não mais existia. Não estava mais num quarto de hospital. Não tinha mãos, braços, um corpo. Um segundo interminável. Abriu os olhos novamente.

E então fez-se a luz. Cegante, absoluta. Aos poucos foi abrandando. Tinha corpo mais uma vez. Seus olhos já conheciam aquele lugar. Eles chamavam de O Grande Corredor Branco. Na verdade não havia nada, era tudo um branco completo. Um lugar vazio. Mas era ali que recebiam os que despertavam.

Uma nova luz começou a brotar num ponto no horizonte. Meio tímida, foi se aproximando lentamente, tomando forma. A esfera de luz parou um pouco a frente. Foi crescendo, tornou-se gelatinosa, reluzente. A massa brilhante tomou a forma de um homem, alto, robusto. Quando todas as suas feições ficaram sólidas ele abriu a boca e falou.

- Irmão, o que faz aqui?

O som de uma voz conhecida fez lágrimas brotarem nos olhos.

- Azazel, eu imploro, me deixe ir até Ele. Eu não O escuto mais, Ele não me deixa voltar. Até quando, Azazel, até quando?

Baixou a cabeça sentindo o peito apertar. Já podia sentir o cheiro dos campos ao longe, ouvir o canto dos pássaros. Um aperto no peito, mais lágrimas. Azazel estava descalço, vestia uma túnica azul celeste. Olhou com expressão triste para os olhos marejados a sua frente..

- Não posso interceder na sua jornada, irmão, você sabe. Se você ainda não voltou é porque ainda tem algo a desempenhar no plano físico. E se Ele não mais responde as suas preces, deve ser porque queira que você busque as respostas sozinho.

As palavras de Azazel soavam lentas e de maneira suave. Ao mesmo tempo em que acalmavam elas traziam tristeza. Sentiu uma mão tocar seu ombro, vinda por trás. Virou-se, era o homem que acabara de morrer naquela cama de hospital. Ele vinha a passos lentos, olhos arregalados, assustado.

- Deixe-o o passar, Gabriel. Não mais incomode esta pobre alma. Precisamos atravessar o corredor, deixe-nos ir.

Gabriel deu passagem a nova alma. Olhou uma última vez Azazel nos olhos. Aqueles olhos tão serenos. Assentiu com a cabeça, deu dois passos para trás, vendo os dois à frente transformarem-se em dois pontos de luz, sumindo no horizonte infinito. Fechou os olhos outra vez.

Antes de abri-los novamente sentiu uma mão puxar seu braço com força. Os sons retornaram, o ar, o corpo. A enfermeira gritava ao seu ouvido - Senhor, senhor, precisa solta-lo. Senhor, o que está fazendo?

Tomou controle do seu corpo novamente no mesmo instante em que soltava a mão do homem morto. Afastou-se da cama, empurrando sem querer a mulher histérica ao seu lado.

- Senhor, o que estava fazendo, conhece este homem? Você é da família?

- Não, não, eu era só um amigo, me desculpe. Tenho que ir.

- Senhor, mas.. - Tentou a enfermeira em vão, enquanto o homem assustado saia apressado.

Gabriel tinha de sair dali, antes que chamasse mais atenção. Encontrou as escadas sem dificuldade. Saiu do hospital sem ter problemas. Sua Shadow 750 esperava parada do outro lado da rua. Tirou o capacete da trava, sentou, ligou a chave e saiu, deixando o som da motocicleta encher a noite.

Gabriel não tinha encontrado as respostas que queria, ainda, mas alguma coisa o incentivava a continuar. Tinha de seguir com sua jornada. Se estava certo ou não, não sabia. Mas continuaria sendo a sombra que cruzava o caminho dos homens.

Aquele que cobrava. Aquele que dava o castigo. Gabriel era um anjo, sim, mas não era daqueles que vinham com sorrisos e harpas. Gabriel era um vingador. E se sua missão era permanecer na Terra, que assim seja. Continuaria agitando as noites da velha Salvador. Ao seu modo. Ceifando o mal por onde passasse. E a noite, a noite estava só começando..

Continua..

Gabriel Ferrari.

domingo, 10 de julho de 2011

Me passa o cheque..

Me passa o cheque..

Oi, como vai você? Eu? Eu estou bem. Tudo bem que tem gente que me odeia. Tudo bem que tem gente que me copia. Tudo bem que a inquisição está atrás de mim, tudo bem. Não ligo. Ligo nada. Quem tá fudendo sou eu mesmo, tisc tisc.

Deixei vocês me lambendo aqui por uma semana. Precisava tirar umas férias do blog. Precisava me acostumar com os comentários carinhosos da "Maria". Precisava rir mais um pouco da "bicha bandida" que me acorda todo dia me elogiando aqui. Precisava relaxar. Relaxar para poder gozar, gozar com vocês como sempre fizemos.

Estamos chegando a contagem de vinte mil acessos aqui no blog. Vinte mil em três meses. Vinte mil pessoinhas espalhadas pelo mundo ávidas de segundas intenções. Loucas por um segredo debaixo do lençol. Curiosas para sentir o ronco da Ferrari.

De vez em quando eu passo o olho aqui no blog e fico reparando os pontinhos vermelhos piscando no globo. Aquele ali no canto. Dai vejo que alguém na Inglaterra está me lendo naquele momento. Fico imaginando o que passa na cabeça dessa pessoa nesse instante. É fascinante ver o poder da internet.

Essa vontade que vejo nas pessoas espalhadas por ai, vindo conhecer o Gabriel Ferrari, querendo saber como pensa esse garoto baiano e como ele conduz a sua máquina, essa vontade é que me alimenta. Esse formigar que vocês sentem ai quando entram aqui. Tudo isso me faz sentir um prazer imenso quando escrevo.

Vocês gostando ou não. A loucura é saber que posso tocar vocês. Quase dá pra visualizar os olhos sedentos em frente à tela do computador, ajeitando os óculos ou não, alguns lendo em voz alta, outros lendo escondidos no trabalho. Alguns lendo que nem culpados, olhando pra trás e pros lados, com medo do namorado, mãe ou avó perceber a minha foto estampando seu monitor.

Eu rio quando imagino vocês rindo das coisas que escrevo. Eu faço cara de safado quando percebo que vou seduzir você naquela frase. Eu me vejo brigando com vocês quando discordam de mim. Eu me vejo falando com você. Contando pra você. Cara a cara. Frente a frente. Ou às vezes sussurrando em seu ouvido.

E assim eu escrevo. Assim eu conto. Conto um conto da vida real. Falo do Gabriel, ele é real. Mas o Gabriel não sou eu. Não. Eu sou só um rapaz normal, igual a qualquer outro. Com uma vida normal. Mas com um emprego diferente.

Eu uso o Gabriel como um ator usa seu personagem. Como uma mão usa uma luva. Gabriel é um propósito. Um meio. Algo que acorda e adormece. Um vislumbre de um rapaz sonhador que não tem medo de usá-lo.

Mas vamos ao que interessa. E pra variar, eu só me fodo nessa porra. Ô Gabriel estabanado. Essa semana quando eu saia do motel, minha cliente ofereceu seu carrinho pra que eu fosse dirigindo até certo ponto. Eu todo confiante aceitei. Tem poucas semanas que aprendi a dirigir, e ainda não estou cem por cento. Ainda me bato em câmbio manual. Ela sabia disso, mesmo assim deixou.

E até que andei direitinho nos primeiros minutos, mas quando ganhava velocidade numa larga avenida, ao andar próximo ao acostamento da faixa esquerda acabei me distraindo por um segundo. O pneu dianteiro esquerdo subiu no acostamento, eu recuperei o controle do carro e voltei pra pista na mesma hora. Mas não antes de escutar um barulho característico. Sim, furei o pneu. Andamos um pouco até parar num lugar seguro. E lá ia eu trocar pneu pela primeira vez. Acidentes acontecem.

E falando de acidentes, quem nunca sofreu um na hora do sexo, heim? Tudo pode acontecer quando perdemos o controle da razão e nos lançamos ao sexo desenfreado. E um dos acidentes que podem ocorrer quando rola o sexo anal é o famoso "passar um cheque".

O que? Não sabe o que é isso? Nunca ouviu falar? Pois é, aqui em Salvador é chamado assim. Passar o cheque acontece quando durante o sexo anal o bumbum invadido deixa um rastro marrom no seu pau. É, literalmente cagam no seu pau.

Ahhhh, mas ai vão me xingar agora dizendo que estou reclamando dos meus clientes. Não, não estou reclamando de nada, essas coisas acontecem. Estou apenas relembrando situações.

Por incrível que pareça, essas coisas acontecem muuuuuito raramente. Um dos motivos é que quem já sabe que vai passar por uma penetração por traz, se prepara antes.

Claro que a pessoa não vai se ajoelhar e rezar para não vazar no pau do namorado. Não é assim. Basta que na hora do banho, enquanto se arruma para o tal encontro, o fulano ou a fulana lavem com seu dedinho a parte interna do seu anús. Por dentro mesmo. Até onde o dedo alcançar, obviamente. Não queremos ninguém fazendo uma lavagem estomacal.

É só pra ter certeza de que o "caminho" vai estar livre. Tem a opção do chuveirinho, também. Mas acho que todo mundo já deve saber disso. O problema é quando o cidadão passa o dia inteiro no trabalho e quando sai quer ir direto sentar no pau. Isso não pode amiguinhos, tem que ir tomar uma ducha antes. Fazer a famosa "tchuca".

Senão é dito e certo, vai dar merda. Literalmente. E como no meu trabalho eu costumo invadir sempre a "caverna do dragão", essas coisas são habituais.

Eis que estou lá, bombando em alta, socando até a alma, quando de repente sobe aquele cheirinho familiar. Hummmm.. Olho pra baixo e vejo o chocolatinho escorrendo até ir pingar na cama. Depois de tanto entra e sai, aquilo lá dentro vai esquentando, esquentando, e vai começando a fermentar, até ir se transformando num vulcão pronto para entrar em erupção. E ele entra, viu.

Tudo bem que nem toda vez causa muito estrago. Às vezes é só um risquinho aqui, um pinguinho ali, nada demais. Às vezes nem mela. Mas quando o bicho pega, mermão..

Dai que vejo aquilo lá, melecando e tal. Tenho que continuar né, o profissionalismo em primeiro lugar. Se não está incomodando ao cliente, eu vou em frente. Mas aí tudo começa a escorregar, e toda vez que meu pau sai de lá, traz uma lembrancinha. E aquilo vai melando a cama, o lençol, travesseiro, chão, até o espelho no teto pode ser atingido. Uma loucura.

Nessas horas tem gente que não consegue parar, pra não perder o feeling né. Então pra amenizar fica limpando em volta. Aí puxa o que encontrar pela frente. Geralmente é o lençol que vira um papel higiênico gigante, mas se sua toalha estiver ao alcance também, já era.

E fica a dica, nunca deixe sua toalha embolada na cama quando o sexo estiver rolando. Ela pode acabar servindo pra limpar o bumbum de alguém na hora do improviso, e você vai ficar sem ter com o que se enxugar depois. Proteja a sua toalha com a sua vida.

Comigo já teve situação assim, do quarto ficar toooodo respingado de gotinhas de côcô, eco.. É nojento, eu sei, mas acontece. Você tem que ficar se esquivando depois do banho pra não pisar naquilo. Ou não deixar sua roupa encostar em algo suspeito. Tem que ser praticamente um ninja.

E já teve gente que falou que esse era um dinheiro fácil. Se isso é fácil então, PORRÃNNNN..

Pois é, nem tudo são flores. Lógico que a gente tira de letra os acidentes, tô acostumado já. E no final eu acabo mesmo é me divertindo nisso tudo. Onde mais eu veria essas coisas.

Alguém já reparou a chamada do programa da Fernanda Lima, o Amor e Sexo? Será que ela me copiou? Rsrsrs.. O prazer é todo nosso, Fernanda, pode apostar.

E pra quem não reparou, tem alguns emails novos no "Mural" aqui do blog.

E Loly, estou de olho em você viu, faça direitinho ai que vai ficar legal.

Maria, ô Maria, eu te amo mulher. Porque não me liga um dia pra gente bater um papo, heim? Manda um email, torpedo, me ame também. Já sei, eu vou te dar um gato, Maria. Cê vai adorar cuidar dele..

...

Nesta segunda, dia 11/07, vou participar do programa "Resenha Feminina" da TV Salvador. Sou o entrevistado do dia, imagina. Quem quiser dar uma olhada..

Resenha Feminina - TV Salvador (canal 28)
Toda segunda e quinta, às 22:30hs.

...

(O Ministério da Saúde adverte: Quando for dar a bundinha, faça a chuquinha..)

Gabriel Ferrari.

domingo, 3 de julho de 2011

Me lambe..


Me lambe..

Eu quero uma Ferrari Transformers!

Tô babando até agora por aquela vermelhinha. Mas o Bee também detona. Hoje fui ver a estréia de Transformers 3 no cinema. O chato é que foi em 3d, e de 3d mesmo o filme não tinha nada. A única parte boa quando vou ver um filme 3d é olhar pro lado e ver minha namorada com aqueles óculos pretos que ficam gigantes no rosto dela. Ela é pequenininha, quase dá pra esconder ela atrás de um saco grande de pipocas. Adoro aquela cena.

Mas o filme é sensacional, bem melhor que os outros dois, perfeito.

Tirei o dia de folga, pra desespero de muitos. Não tenho culpa, preciso desses momentos de lazer, frear um pouco. E por mais que duvidem, não deixo de ter um tempinho pra mim quando preciso.

Mas abri um espaço na minha folga pra atender um casal que tinha marcado comigo dias atrás. Logo quando cheguei fui recebido pelo maridão e sua linda mulher. Perfeitamente simpáticos e sinceros.

Conversamos bastante. Casal moderno, mente aberta. O fetiche do dia era eu transar com ela enquanto o maridão curtia de longe. Uma loira linda, isso não ia ser tão difícil.

Logo no começo quando ela começou a me chupar veio a surpresa do chantilly. Pois é, eu seria o bolo da noite. Uma gotinha de suor escorreu no canto da minha testa. Eu sabia o que ia acontecer. Lá ia eu me melar de novo.

Sim, eu tenho pavor a cremes, pomadas, filtro solar, hidratantes, a tudo que é melado. Mais um dos meus "TOQs"? Deve ser, rsrs. Mas não sou radical, encaro de boa.

Ele despejava o chantilly em mim e ela lambia. Até que gostei da sensação. Era na perna, barriga, peito, no juninho, tinha chantilly em todo lugar. Ela veio se esfregando em mim, roçando o corpo, espalhando aquilo tudo com os seios, eu parecia um "tobogã" todo escorregadio. Depois ela se virou, abriu as pernas e espremeu o creme nela. Ok, eu fui provar o bolo então. E tava bom, obrigado.

De longe, observando tudo o marido via a cena enquanto gozava mais de uma vez. Foi uma noite bem divertida, com duas pessoas maravilhosas. É sempre bom encontrar gente de mente aberta, sem hipocrisia e falso moralismo.

Depois de anos tem casais que acabam sentindo falta de alguma coisa que reacenda o fogo da paixão, e aqueles que gostam de apimentar as coisas na hora do sexo. Vale tudo, se houver respeito entre ambos, vale tudo. Se for um fetiche, que ele seja discutido de forma sadia, que encontrem um meio de entenderem as vontades do companheiro, e se for bom para os dois, porque não? Melhor do que seu marido ou sua mulher guardarem essa vontade, reprimirem um desejo, e acabarem traindo um ao outro por medo de realizarem uma fantasia.

E tem de todo tipo. Já atendi um casal uma vez, o marido chegou pra mim que nem um técnico de futebol, "Olha, ela gosta assim, você chega assim, vai desse jeito, pega ali quando eu der o sinal..". Eu digo, tranqüilo, pode deixar treinador. E depois que o clima esquenta, ele vai e se tranca no banheiro. Só sai quando tudo termina.

Também tem o casal fantasma. A mulher me chama, e quando chego lá ela diz que o noivo tá na sala ao lado e não vai participar. Tá, tudo bem, se você diz.. Tem aqueles em que o marido me cumprimenta, pega o carro e vai dar um passeio. Tem aquela mulher que gosta de ver seu marido submisso. O cara que gosta de dividir. A mulher que quer experimentar a famosa dupla penetração. Tem de tudo.

Tenho um cliente também que adora chamar a mim e outra garota de programa. Adoro isso, adoro ver um trabalho em conjunto. Deixo minha colega comandar o show, enquanto nós dois a atacamos como lobos.

Lembrei de uma coisa agora. Se você um dia me chamasse pra ir te encontrar no seu apartamento, ia preferir sempre que fosse de uma maneira discreta, não é? Afinal, os vizinhos e os porteiros podem comentar. Então, se eu, Gabriel Ferrari mostrasse meu rosto nas fotos, todo mundo que entrasse no site, iria gravar a minha carinha de anjo. Ai quando eu fosse te atender no seu prédio, na sua festa, na entrada do hotel, na mesa do restaurante, em qualquer lugar que me vissem com você iam me reconhecer.

O porteiro, aquele vizinho chato, até o cara do carro ao lado parado no trânsito, todo mundo poderia lembrar e comentar. E você sabe que muita gente não tem o que fazer além de fofocar sobre a vida dos outros. Então é muito mais seguro e discreto preservar meu rosto para que eu continue sendo o mesmo desconhecido de sempre, aquele que pode se passar por uma pessoa normal, não te prejudicando onde fosse.

Esse é um dos motivos para não mostrar o rosto nesse tipo de trabalho. Descrição, tanto pra mim, quanto pra você. Esconder o rosto não quer dizer covardia, e sim respeito. Mas também é um charme fazer um segredinho.

...

Só um lembrete, quando me ligarem e eu não atender, tente ligar outra hora. Pois eu não atendo o telefone quando estou com um cliente, acho mais bacana respeitar o momento de cada um. Então liguem depois ou mandem mensagem, que repondo quando puder. E pela manhã costumo estar sonhando com a Alessandra Ambrósio, e dificilmente atenderei algum telefonema. Depois das onze sou todo de vocês.

Mais uma vez lembrando que comentários desnecessários e ofensivos não serão publicados. Obrigado por gostarem ou não deste espaço.

Consegui o áudio do passeio que fiz pela rádio Transamérica na quarta-feira passada. É só clicar no link e escutar. É meio grande, mas vale à pena.

Gabriel Ferrari no Conexão Transamérica 100.1 Fm (29/06/11):

Dúvidas:
gabriel.ferrari2011@hotmail.com


Gabriel Ferrari.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Multimídia

Multimídia

Bom, e quem viu, viu, quem não viu, perdeu. Hoje eu estive na rádio Transamérica no programa Conexão Transamérica. Acabei de chegar de lá. Peço desculpas, pois não conseguir avisar antes aqui no blog, com mais detalhes. Mas eu já tinha comentado antes, então quem prestou atenção, pode curtir junto comigo aquela galera sensacional do programa Conexão. Escutem, que é bem bacana.

Conexão Transamérica
100.1 Fm Salvador
De segunda à sexta, das 18hs às 19hs.
Com Ildásio Jr.

Depois vou ver se consigo um link desse programa pra colocar aqui no blog pra vocês escutarem. E obrigado a todos os ouvintes que participaram, fizeram perguntas e riram junto com a gente. A entrevista foi show de bola.

...

Ontem recebi um telefonema também, à tarde. Era uma moça da TV Salvador, me convidando a participar de um programa que eles exibem na TV. A temática do programa nesse dia seria a “traição feminina”, o que leva as mulheres a trair seus companheiros, por que elas traem. E eles tiveram a idéia de me chamar, um garoto de programa, pra conversar sobre um dos artifícios que as mulheres usam para trair os homens. Algumas mulheres na hora de trair procuram um garoto de programa para tal.

Eu fui meio relutante para aceitar o pedido, afinal não quero e não posso me mostrar publicamente desse jeito, não quero mostrar meu rosto. Se eu fosse sozinho nesse mundo, não haveria problema, mas eu ainda prezo pelo que o mundo pode despejar na minha família, namorada e amigos. Infelizmente, uma parte da sociedade ainda é hipócrita. Por isso é melhor ser discreto, e preservar a quem me rodeia.

Mas acabei indo, aceitei participar. Mas com uma condição, eu não poderia mostrar meu rosto. Então lá fui eu, no fim da tarde, para o estúdio da TV Salvador. Lá eu soube que seriam três apresentadoras, três, me fazendo perguntas. Conversando sobre o tema.

Mas foi ótimo, tudo correu bem, o pessoal foi fantástico. As três sentadas ao meu lado, e eu de costas para as câmeras, usando um capuz de camisa, na pegada do “Mr. M.”. Foi tenso, na hora fiquei meio travado, mas depois me soltei e ai a coisa fluiu legal. Parabéns meninas pelo programa, obrigado por tudo. Como o programa não foi ao vivo, ele ainda será exibido na semana que vem, eu acho. Prometo que aviso o dia certo.

“Resenha Feminina”
TV Salvador


...

Deixando as notícias de lado, você que acabou de entrar no blog pela primeira vez, seja bem-vindo. A casa, ou melhor, a cama é sua. Este blog é um espaço que eu criei há quase três meses, onde escrevo sobre minha rotina de garoto de programa, com muita descrição e um toque de reflexão. Aqui você não vai encontrar só o “bê-a-bá” do meu sexo, mas algumas idéias bem interessantes pra gente conversar.

Se quiser conhecer os textos antigos, é só dar uma olhadinha na parte direita do blog, onde tem “Arquivo do Blog”. Lá você encontra todos os textos aqui escritos. Separados por mês. Espero que se divirtam.

E muito brevemente, os textos habituais estarão de volta, a nossa resenha continua. Agora perdi minha virgindade total, já apareci no jornal impresso, na rádio, e na TV. Tô “chique no úrtimo”.

(Em breve, mais uma novidade no site www.eliteboy.com.br , ai vem o Elite Dreams , um mistério ainda, rsrsr.. Um abraço.)

Gabriel Ferrari.

terça-feira, 28 de junho de 2011

O inocente..


O inocente..

- Onde eu te pego?

Explico a ele onde deve me encontrar. -..chego em vinte minutos.

Minutos depois eu descia do taxi no local marcado. Andei alguns metros e vi o carro branco estacionado. Carrão de luxo. Fiz um sinal ao me aproximar e ele confirmou. Era ele.

Entrei, sentei, cumprimentei. Ele veio logo me dizendo que teríamos que esperar ali, iríamos para a sua casa e ele ainda morava com a família. Tínhamos que esperar o pessoal ir dormir.

Meu instinto dizia que era uma furada. Mas eu era paciente. Conversamos e depois um tempo o assunto foi ficando meio estranho. O papo era legal, ele parecia ser gente boa. Me contou um pouco da sua vida e então depois começou a falar do meu futuro, que queria me ajudar com isso. Que me achou gente boa e queria me arranjar um emprego.

Naquele dia lembro que me cérebro devia estar trabalhando pela metade, que devia estar rolando alguma greve de neurônios. Eu vacilei. Acreditei. Cai na conversa do bom samaritano.

Isso aconteceu há muitos meses atrás, perto do começo de tudo. Eu ainda era um pouco inocente, ainda acreditava na boa fé das pessoas.

O rapaz, jovem, parecia ser mais novo que eu, disse que era filho de um político da cidade, um deputado. Ele deu tantos detalhes da vida dele que fui acreditando. Falou da infância até os dias de hoje. Do trabalho que fazia junto ao pai. Da sua fama de bom moço. E eu fui caindo.

A história do tal emprego era muito boa, ele queria me colocar de assessor do pai dele. Que o trabalho era fácil e ganhava muuuito bem. Eu desconfiava claro, quando a esmola é demais o santo desconfia. Analisava cada frase, cada tom de voz, desconfiava. Mas eu fui enganado mesmo assim.

Eu acreditei na boa vontade daquele jovem riquinho e de boa índole. Seu carro caro e suas frases eloqüentes iam confirmando sua nobreza. Conversamos um bom tempo. Eu até me abri também, e depois agradeci a intenção de querer me ajudar.

Ele disse que eu tinha de entregar um currículo meu pra ele no outro dia. Que ele mexeria os pauzinhos e conseguiria o tal emprego pra mim. Eu pensei, não custava nada tentar né, esse menino pode estar mentindo, mas não custa nada tentar.

Conversa vai, conversa vem, ele pede pra me chupar. Ali mesmo dentro do carro. Eu já esperava por isso, sabia que não iríamos mais pra nenhum motel, nenhuma casa. Mas eu jamais tinha feito isso num carro. Jamais tinha trabalhado longe de um quarto.

De início não aceitei. Mas ele insistiu. Estávamos parados numa rua escura, os vidros tinham o adesivo protetor e realmente ninguém ia ver. Ai eu deixei, fazer o que.

Depois de nos recompormos conversamos mais um pouco. Marcamos outro encontro para o dia seguinte. Ele acabou me deixando próximo a um taxi e eu fui embora.

Sem dinheiro algum no bolso. Além do meu, é claro. Ele disse que era melhor pagar no outro dia, quando eu lhe entregasse o currículo. Eu, bobo, acreditei. Como eu era lerdo naquela época.

Cheguei em casa com mil coisas na cabeça, pensando em futuro promissor, bom salário e promessas de mudança. No dia seguinte corri para imprimir um currículo novo. Olha só o que as pessoas são capazes de fazer.

No horário combinado nos encontramos. Entreguei o papel. Conversamos mais um pouco e marcamos outro encontro para algumas horas mais tarde. Voltei pra casa novamente sem ver a cor do dinheiro.

A noite chegou e nada da ligação. Meia noite, nada. Madrugada, nada. Até liguei e mandei mensagem. Mas nem sinal de vida. No outro dia a mesma coisa. Eu já sabia o que tinha acontecido né, não tinha dúvidas.

Ele sumiu. Eu já esperava aquilo acontecer, lá no fundo a gente sente. Mas eu gosto de acreditar que no mundo ainda há esperança, que ainda existem pessoas de bem. Mas às vezes a gente se engana.

Dois dias depois o jovem contador de histórias me manda uma mensagem se desculpando, dizendo que teve que viajar de última hora. Pede desculpas e diz que vai ligar de novo. Vocês acham que eu esperei alguma ligação? Claro que não. Eu posso cair uma vez, mas duas nunca.

E nunca mais ele me ligou. Eu me chateei, mas deixei pra lá. Uma coisa que eu tenho é paz de espírito. Essas coisas nunca me abalaram. A vida já me ensinou a ficar calejado. Esteja sempre preparado para ouvir um não.

Eu poderia ser vingativo e dar o troco. Quando a gente quer consegue tudo. Poderia ir checar se ele era filho mesmo de quem dizia ser e assim chegar até ele. Ou poderia criar uma notícia bem quente para os jornais. Poderia tanta coisa.

Mas não sou assim. Prefiro deixar que a vida pague aquela pessoa com a mesma moeda. Não sou perder meu tempo prejudicando alguém.

Mas isso aconteceu há muito tempo atrás. Pois é, eu também me fodo às vezes. Só que hoje não caio mais em historinhas, não vacilo mais assim. Quem me conhece sabe que hoje tenho uma postura um pouco militar até, sigo algumas regras, existem alguns limites. Pra que tudo aconteça da melhor forma possível. Hoje esse papinho não colaria de novo, né.

Mas é com os erros que se aprende. O tempo ensina a gente. E um dia todo mundo aprende. Até aqueles com pedras nas mãos. Mentiras nos bolsos. Todo mundo aprende.

Gabriel Ferrari.

“ Comunicado ”


“ Comunicado ”

Ahhhhhhhhhh.. Que delícia, agora ouço até o som dos grilinhos lá fora. Nenhum grito, nenhuma pedra na janela, ninguém tocando a campainha da porta. Que silêncio..

Agora está bem melhor.

Então tá, vamos começar de novo nosso bate papo. Obrigado as pessoas que sempre entenderam pra que existe este blog, isso é por vocês. E pra quem não reparou ainda temos uma pequena mudança aqui. Agora eu serei mau, chega de aluno chato fazendo barulho na sala de aula.

Gosto de dar liberdade às pessoas, deixar o povo falar. Mas quando as coisas ficam chatas como estavam, preferi colocar uma “camisinha” no blog. Agora os comentários aqui serão moderados. O que quer dizer isso? Quer dizer que agora todos os comentários passarão pela peneira do bom senso. Eles só serão publicados se eu permitir. Prefiro assim do que fechar de vez os comentários.

Todos ainda poderão comentar da mesma forma, se identificando ou como anônimos, normalmente como antes. Mas eles não serão publicados no mesmo instante, somente depois que eu permitir. Não se preocupem, podem criticar, críticas servem para o aprendizado de todos. E pra saber como vocês pensam também.

Só que as críticas e ofensas desnecessárias, exageradas, e principalmente, sem fundamentos lógicos, todas elas irão para o inferno e lá aguardarão seus respectivos donos na hora certa. Assim espero.

Ai nêgo vai dizer, “Ahhhhhh, agora vai perder a graça, não vai ter mais polêmica, magoei..”. Não, não quero isso. Quero o bafão rolando, só que de maneira mais construtiva, com argumentos verdadeiros, sobre assuntos que mereçam nossa atenção. Se algumas pessoas não entendem o que digo, vão continuar assim. Burras e infelizes.

Vale criticar, só não fode.

Assim vamos poder continuar caminhando e cantando e seguindo a canção. Quem sabe um dia libero o zoológico de novo, quem sabe. Mas por hora, vamos todos usar camisinha aqui.

Estou escrevendo, amanhã talvez deva ter novas lorotas por aqui..

Gabriel Ferrari. “Aos que valem à pena..”

sábado, 25 de junho de 2011

Tanto faz..


Tanto faz..

Pela primeira vez tive vontade de excluir esse blog.

Vocês querem que eu seja bi, homo, o caralho, então tão tá. Sou. Mas pra vocês. Só pra vocês.

Acho que vai demorar um pouco para voltar a escrever aqui.. É uma pena.

(Pra quem perguntou, fotos novas na primeira semana de Julho.)

Gabriel Ferrari.